ASPRA – PE verifica condições de trabalho dos salva-vidas

18/10/2016 12:00

 

Estamos no verão, época do ano em que as praias estão lotadas e o serviço é redobrado para os bombeiros, especialmente os salva-vidas. A Associação de Praças de Pernambuco (ASPRA-PE) aproveitou o feriado desta segunda-feira (17.10) e foi até Boa Viagem para verificar as condições de trabalho da tropa e a estrutura dos postos. O presidente José Roberto Vieira e o diretor Salatiel Berto iniciaram a vistoria na Praça de Boa Viagem e seguiram até o Primeiro Jardim. A ação foi acompanhada por jornalistas da Rede Globo e do Portal G1 (Globo.com).

Logo no primeiro posto foi possível constatar o péssimo estado das bóias salva-vidas. Também não havia bandeira sinalizadora e o guarda-sol estava visivelmente desgastado. Sob um sol escaldante, os bombeiros tentavam proteger os corpos trajando camisas surradas, com pelo menos dois anos de uso. “Isso significa que os companheiros não estão devidamente protegidos dos raios solares, aumentando a possibilidade de desenvolvimento de câncer de pele”, comenta José Roberto.

Dos 11 postos, foram visitados nove. Desses, dois estavam abandonados e apenas o posto cinco tinha kit salvamento, também conhecido como a Bolsa do H (sinônimos de enrolação, de não servir para muita coisa). Nenhum tinha colete salva – vida, nenhum tinha bandeira ou sinalização. Existem  bombeiros que compraram suas próprias nadadeiras. No posto três, no Primeiro Jardim, só tinha um bombeiro (o mínimo são de dois bombeiros). No posto cinco (considerado o principal) e perto da Padaria Boa Viagem, tinha três bombeiros administrativos e dois salva vidas. Só tem um jet sky para toda a orla do estado. O outro está quebrado.

 

Tubarão

Outra descoberta importante da ASPRA – PE foi quanto ao fato de nenhum posto salva-vidas ter o repelente eletrônico de tubarão. Para quem não lembra, em 2004, os salva-vidas do grupamento marítimo do Corpo de Bombeiros de Pernambuco começaram a usar, pela primeira vez no país, um equipamento importado da Austrália que emite ondas eletromagnéticas num raio de quatro quilômetros para afastar tubarões.

Dotado de uma antena, trata-se de um escudo com eletrodos capazes de provocar choques no animal, que se retira da área. Na época, ou seja, há 12 anos, inicialmente foram adquiridas seis unidades, ao custo de R$ 4.190 cada uma, mas a idéia era ampliar os investimento de imediato a fim de garantir a segurança dos  bombeiros que fazem operações de resgate na orla marítima de Pernambuco, considerada área de risco. De acordo com informações repassadas na época, os banhistas que estivessem próximos aos salva-vidas, também ficariam protegidos.

 

“Nenhum dos postos que visitamos tinha o tal equipamento e a informação que tivemos é que estão em desuso. Ora, sabemos que o risco de ataque de tubarão é real na orla de Pernambuco. Em caso de ataque, como fica a situação do bombeiro? Entra na água, também correndo o risco de ser atacado ou cruza os braços e deixa o banhista a própria sorte?” questiona José Roberto Veira.  Todo o material será transformado em relatório a ser encaminhado ao Ministério Público.  

 

 


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