ASPRA – PE dá o recado: segurança pública vive momento crítico e irmãos de farda são alvo da violência

29/11/2014 11:05

O recado foi dado: estamos vivendo um momento crítico na segurança pública no Brasil, onde irmãos de farda passaram a ser o alvo da violência. A Associação de Praças de Pernambuco (ASPRA – PE), mais uma vez, cumpriu o seu papel de entidade representativa da tropa e foi às ruas em defesa dos policiais e bombeiros militares. Trajados de preto, os diretores realizaram na tarde da sexta-feira (28.11), o ato Reaja Policial, evento que aconteceu, simultaneamente, em diversos estados.

O presidente da ASPRA – PE, José Roberto Vieira, os diretores Nilzo Oliveira, Luciano Falcão e Subtenente Ricardo ficaram simbolicamente situados em frente ao monumento ao PM tombado. Eles conversaram com a imprensa, discursaram para a população e ganharam o apoio de simpatizantes ao movimento. Um ato público simples, pacífico e rápido, mas fundamental para mostrar que a Associação não está calada e está atenta às condições de trabalho dos policiais e bombeiros militares de Pernambuco.  

O diretor Subtenente Ricardo Lima lembrou que a bandidagem não mais teme o policial militar. “Há uns dez anos, bastava a nossa presença para inibir qualquer ação violenta. Agora, somos o alvo principal. Como os dois companheiros que foram esfaqueados durante uma abordagem, essa semana”, falou Ricardo. Uma das preocupações é quanto ao número reduzido de efetivo, especialmente nas viaturas. Os veículos estão circulando com apenas dois homens, quando, no mínimo, deveriam ser três PMs.

O movimento Reaja Policial tem o objetivo de despertar PMs e BMs quanto a necessidade de estarem, continuamente, lutando pelos seus direitos, tal qual já fazem outros trabalhadores. Sem radicalismos.  Não é greve. A meta é conquistar o apoio da população para repor os devidos valores, e dar mais garantias e dignidade às pessoas encarregadas de garantir a sua proteção. Não podemos permitir que nossos agentes de segurança permaneçam trabalhando de forma tão vulnerável.

Um dos objetivos é a aprovação de projeto de lei de iniciativa popular que torne hediondos os crimes praticados contra agentes da lei, aumentando também as penas cominadas. Pelo texto do projeto, além de policiais, são considerados agentes da lei os guardas municipais, bombeiros, defensores públicos, membros do Ministério Público, juízes e servidores do judiciário, agentes e guardas prisionais.


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